Tuesday, November 11, 2008

O que faltava no e-mail


"I miss you but I haven't met you yet so special but it hasn't happened yet
you are gorgeous but I haven't met you yet I remember but it hasn't happened yet
and if you believe in dreams or what is more important that a dream can come true
I will meet you I was peaking but it hasn't happened yet I haven't been given my best souvenir I miss you but I haven't met you yet I know your habits but wouldn't recognize you yet and if you believe in dreams or what is more important that a dream can come true
I will meet you I'm so impatient I can't stand the wait when will I get my cuddle? who are you? I know by now that you'll arrive by the time I stop waiting"


"I miss you"
, Bjork

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Thursday, November 29, 2007

Nao...

Decidi que nao vou postar a receita do pudim de diospiros...afinal um dos meus sonhos (profissionais, nao cientificos) e ter um boteco, um hole in the wall cheio de coisas doces feitas por mim. Depois vinham ca ter as senhoras e as meninas todas que nao sabem o que fazer com os ditos...que horror. As royalties do pudim de diospiros irao para a Karen, obviamente. Assim uma especie de licensing fee que se paga aos inventores de coisas. Sim, claro, ate na cozinha ha IP portfolios...oh se ha.

Vemo-nos no boteco...

...pudim de diospiros, warm lava cake, tarte de maca merengada, tarte de laranja, torta de limao, bolo de cenoura, shortcake de framboesas, coriander flan, amaretto cookies...

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Wednesday, August 22, 2007

Emporio Armani

Encontraram-se no apartamento. O tal apartamento que nao era uma casa de viver, apenas um espaco de passagem, uma especie de covil seguro para uma quadrilha de homens cool que usam fedoras e fato de tres pecas. Os outros tres falavam como se as palavras custassem milhoes a pronunciar, e, quase sem aviso, algo os fez cair num silencio arrogante de quem esta sempre preparado para o pior…agarraram em meia duzia de objectos e sairam pela porta da frente, furtivos, rapidos. Ela olhou o cone de luz que iluminava a mesa da sala de repente vazia e, percebendo que tambem tinha de se por a mexer, saiu pela janela, desceu a escada de emergencia e, movendo-se lentamente junto as paredes laterais de predio, chegou a rua. Chovia. Chovia imenso e ela so tinha o estupido guarda chuva das flores cor de rosa em fundo branco. Para quem tinha “desaparecer” na agenda, ia dar muito (demasiado) nas vistas. Nao se importou. Abriu o guarda-chuva e mal pos o pe no passeio, pronta para atravessar a estrada, um vulto gritou “E ela!”. Como num filme de accao, cortou a estrada como se do outro lado estivesse a salvacao, mas olhando cada carro, medindo cada distancia como se tudo se passasse em camara lenta. Do outro lado furou, como se fosse um cao, a floresta de pernas de um magote de gente apinhada numa paragem de autocarro e deixou-se ficar um bocadinho, dois minutos no maximo, protegida por rostos e corpos perfeitamente indiferentes ao seu. Foi ai que o viu: tinha um rosto angelico, cabelo liso, castanho, a franja comprida dum risco ao lado…parecia-se com o Cameron mas nao era ele. Vestia umas calcas cargo verdes e um blusao castanho. Ela gostou do seu olhar sereno, ainda que distraido. “Posso ir contigo?” Seguiu-o ate um predio baixo com varandas grandes, acessiveis. Uma outra versao do Cameron esperava (?) e ele ignorou-o. Entraram no apartamento. Era simpatico, simples, tinha uma tapecaria tibetana na parede. O Cameron numero 2 olhava-os do janelao da varanda, de fora, um olhar perdido de quem ali tem estado muitos dias, mas ainda assim imovivel. “Ele ama-te muito”. Encolheu os ombros. “Senta-te, queres tomar alguma coisa?”. “Nao obrigado, eu so queria parar de fugir”. “Entao para”. Antes de poder saborear a simplicidade serena dessas duas palavras, ouviu pancadas na porta. “Nao abras”. Acordou.

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